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FOTOS DE VIAGEM
Quase todo mundo já ouviu falar, mas poucos já foram lá. Cidade preservada como Monumento Nacional desde 1948, Alcântara é uma cidade que vive mais da pesca e da produção rural que propriamente do turismo. Dos seus 18 mil habitantes, apenas 4 mil vivem na sede do município.
Alcântara
– Maranhão
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Cheguei lá de catamarã. A passagem
custa o mesmo que nos navios a motor, com salão com ar condicionado
e TV, mas a viagem é muito mais gostosa. Porém, para o passageiro
de primeira viagem, a primeira impressão assusta. O tal catamarã
é um barquinho de cinco metros com dois patins, um convés e
duas velas, onde viajam 15 pessoas e o passageiro fica a um palmo da linha
da água. As bagagens vão bem guardadas dentro dos patins, onde
cabe um homem em pé.
Ainda no cais de São Luiz, um funcionário
da Prefeitura me avisou: "é melhor o senhor botar uma roupa que possa
molhar". Com um bom vento, a embarcação vai furando as ondas
da Baía de São Marcos, onde acontece a maior maré do
Brasil, variando até 6 metros entre a vazante e a enchente.
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Vi entrarem no barco austeros
senhores com calça social, sapato de couro preto e relógio
com pulseira de metal; uma senhora com sua neta; três adolescentes
bem vestidas... perdi o receio e embarquei também. Não
me arrependo. Cheguei a Alcântara perto do pôr-do-sol depois
de uma das viagens mais agradáveis que fiz na vida.
No dia seguinte voltei de navio e constatei: ele joga mais, é mais desconfortável, ruidoso e mal cheiroso, pelo mesmo preço de um catamarã. As duas viagens levam cerca de 50 minutos. Um pequeno ponto na água identifica um dos inúmeros barcos a vela que aportam no Porto do Jacaré, início do meu passeio. |
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Arraial e interessante Igreja logo após a Ladeira do Jacaré, que dá acesso do Porto à cidade.
Esta é a Ladeira do Jacaré. |
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Outra igreja em ruínas,
na praça central, em frente à Prefeitura (que era a cadeia,
vejam só!), onde crianças conversam, sentadas na porta.
Ela conserva uma pia de água benta que esteve durante anos no
Rio de Janeiro e que foi devolvida recentemente.
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Junto à porta principal
da igreja, ficava o pelourinho. E do outro lado da praça ficava
a cadeia (onde, vejam só, hoje é a prefeitura!). Alguns dos prédios que se vêm ao fundo são pousadas e restaurantes, hoje. Ainda assim, a estrutura de apoio ao turista é muito incipiente. |
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Uma das marcas registradas
de São Luiz, também está presente em Alcântara:
as sacadas.
Cada sobrado tem as suas, com desenhos diferentes das dos vizinhos. É quase como se fossem insígnias de cada família. |
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Nem todas as ruínas
são de prédios públicos, na verdade a maioria é
de casas comuns (bem, não exatamente comuns, já que eram
de membros da aristocracia e burguesia maranhenses, a classe mais privilegiada
da população). De qualquer maneira, não podem ser
restauradas. Mas podem ser utilizadas comercialmente. |
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A população
comum continua morando, como morava no século passado, em habitações
de pau-a-pique.
Em Alcântara e na maior parte da zona rural do Norte e Nordeste do Brasil. |
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